terça-feira, 25 de outubro de 2011

Subsídios não são retirados a todos os Funcionário Publicos!

A pertinência e a atualidade da questão fazem-me dar conta de uma situação que, julgo, merece a maior indignação da parte de todos nós, funcionários públicos, a quem vão ser retirados os subsídios de férias e de Natal.
Se o exemplo deveria vir de cima, como é possível que no Orçamento de Estado para 2012 esteja prevista uma verba para pagamento de subsídio de férias e de Natal aos que exercem funções na Assembleia da República?

Se o vosso cepticismo vos impede de acreditar, consultem
 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

por Aramac (artista e surfista na Ericeira)

em cada surfista que passa
há um fadista com raça
e em cada fado sentido 
há um tubo proibido

surfista fadista
solta os ferros, solta amarras
fadista surfista
as pranchas são como guitarras

dão-te o prazer de sentir
a droga mais cobiçada
adrenalina no sangue
não dá ressaca nem nada

quando buscas a perfeição
no horizonte do mar
a espuma de um set que espreita
é um fado de embalar

mas não existe perfeição
nem no mar, nem no fado
talvez só a mulher que se deita
à noite na cama a teu lado

por Aramac (artista e surfista na Ericeira)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Uma escola para tolos?


O teimoso prosseguimento da implementação das actuais medidas de política educativa anuncia uma clara mudança de paradigma: a transição do modelo sixtie da “escola para todos”, para o modelo pós-modernista da “escola para tolos”.

A grande reforma educativa sorvida dos quentes e vibrantes anos do final da década de sessenta, consubstanciada nas filosofias do Maio de 68, apontava para uma escola aberta, universal, inclusiva, interclassista, meritocrática, solidária, promotora da cidadania e, até, niveladora, no sentido que deveria esbater as desigualdades sociais detectadas à entrada do percurso escolar.

Os professores passavam a ser mediadores da aprendizagem, promotores da socialização e do trabalho partilhado. Os alunos metamorfoseavam-se em aprendentes activos, participativos, concretizadores, co-líderes da sala de aula e do rumo a dar às planificações. Os pais, descolarizados ou iletrados, por vergonhosa opção de quatro décadas de ditadura, entregavam os seus filhos naqueles centros de promoção do sucesso social. Era a escola aberta à comunidade, uma escola moderna, que se impunha à escola tradicional. Era, enfim, a escola para todos.

Com o decorrer dos anos, os governantes, lá no alto do seu douto saber, entenderam que, já agora, os professores e a escola poderiam também cumprir uma imensidão de funções até então cometidas ao Estado, às famílias e à sociedade. Mesmo que não tivessem tido preparação para isso, os professores tinham demonstrado que sabiam desenvencilhar-se e, sobretudo, que não sabiam dizer não.

E desde então, essas passaram também a ser tarefas e funções da escola e dos seus docentes. A partir desse momento singular, passámos a ter uma escola que, por acaso, também era um local de aprendizagem formal, mas que, sobretudo, se foi desenvolvendo como um espaço de aprendizagens sociais, informais, socializadoras. E foi assim que se baralhou e se desvirtuou uma escola que, altruisticamente, queria ser para todos, transformando-a numa escola onde tudo cabia. Era a escola para tudo.

Mais recentemente (reportando-nos ao baronato de Maria de Lurdes Rodrigues e ao principado de Isabel Alçada), entendeu-se que a escola gastava muito e os professores,

numa indolência secular, pouco faziam. Logo, quem sabe? até poderiam ser substituídos uns pelos outros, à molhada, degradantemente. Ou até secundarizados por skinnerianas máquinas de ensinar, que apressadamente se viram baptizadas de Magalhães, porque os governantes portugueses gostam que a história, tal como as telenovelas, se repita.

Aos professores, era exigido que reincarnassem de novo: uns em avaliadores, outros em avaliados; uns em directores, outros em assessores, outros em assessorados; uns em titulares, outros em titulados, uns em relatores, outros em ralados. Porém, desta vez, a culpa não ia morrer solteira. Mas, para isso, revelava-se necessário desviar as atenções: o resvalar da escola não podia ser atribuído ao acumular dos insucessos de continuadas e desastrosas políticas educativas. Com o derrapar da instituição escolar, a responsabilidade tinha que ser apenas atribuída a um dos actores: aos docentes, claro… e, logo, à sua falência profissional. Acreditam? Pois… é a escola para tolos.

O que eles não sabem nem sonham é que os professores têm dentro de si a força regeneradora do saber, da cultura e da utopia social. Modelando sabiamente os seus alunos, são os construtores de futuros. Dentro e fora da escola querem partilhar a discussão do amanhã, porque aprenderam que ter, é ceder e partilhar.

Infelizmente, como humanos que são, também erram: do seio da escola por vezes saem maus políticos e, logo, más políticas. Mas não é por isso que se deixam abater, já que exercem uma profissão que exige a reflexão permanente, a busca de consensos, e a capacidade de ser persistente, sem teimosia.

Hoje, e talvez por estarmos à beira de uma pressentida reedição do Maio de 68, com os jovens na rua a contestarem as políticas e os políticos que se enredaram em rotinas de salamaleques e na narcísica gestão das suas imagens e carreiras, fazemos nossas as palavras dos Deolinda: “ E fico a pensar/ que mundo tão parvo/ onde para ser escravo/é preciso estudar”.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Dez pedidos de um cão ao seu dono

1- Minha Vida dura apenas uma parte de sua vida; qualquer separação de você significa sofrimento para mim. Pense muito
nisso antes de me adotar.
2- Tenha paciência e me dê um tempo para que eu possa compreender
o que você espera de mim. Você também nem sempre entende
imediatamente as coisas.
3- Deposite sua confiança em mim; pois eu vivo disso e vou
compensá-lo por isso mais do que ninguém.
4- Nunca guarde rancor de mim se eu aprontar alguma, e não
prenda “de castigo”. Você tem outros amigos além de mim,
tem seu trabalho e seu lazer, mas eu só tenho você.
5- Converse comigo. Eu não entendo todas as palavras,
mas me faz bem ouvir sua voz falando só para mim.
6- Pense bem como você, seus amigos e visitas me tratam.
Eu jamais esqueço.
7- Também pense, quando você quiser me bater, que eu posso
facilmente quebrar os ossos da mão que me machuca, mas que
eu não lanço mão desse recurso.
8- Se alguma vez você não estiver satisfeito comigo, porque estou
de mau-humor, preguiçoso ou desobediente, imagine que talvez minha
comida não esteja me fazendo bem ou que tenho estado muito exposto ao
sol, ou que meu coração já está um pouco cansado e fraco.
9- Por favor, tenha compreensão comigo quando eu
envelhecer. Não pense logo em me abandonar para adotar
um cãozinho novo e bonitinho. Você também envelhece.
10- E quando chegar meu último e mais difícil momento,
fique comigo. Não diga “não posso ver isso”. Com sua presença
tudo fica mais fácil para mim. A fidelidade de toda minha vida,
deveria compensar este momento de dor.



Texto publicado no Brasil Post nº 1182 – 30/09/1997 –

Tradução Christa Kurmeier.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

surf

See
the waves passing by
What
a vision to my eyes

When i surf
they bring me all i need
Happiness
calm, love and peace

When i paddle
and i grab one
I stand up
and go for the run

In that moment
my heat it´s full of joy
And that feeling
no one can destroy

In that wave
i simply let me go
Free my mind
and smoothly enjoy the flow

I will surf it
and feel no sorrow
Like she´s the last one
and there’s no tomorrow

(autor: Tó Maré)

golden heart seagull

She's my seagull
the most beautiful one
it´s white and gray
and heart golden like the sun

She is flying
with open wings
cut thru the air
to her dreams

It´s made
of feelings and love
and energy
it´s her blood

It´s for the true
don’t believe in lies
if someone tells one
her heart almost dies

If she like's
gives every thing
some times too much
seam´s like she don’t think

Every moment
i spend with her
it´s one more lesson
that i learn

In the end
i have
a master degree
to be a better man

some times
she fly’s up
other times
close to the sea

All i want
it´s be there for her
and maybe
she fly´s next to me

(autor: Tó Maré)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011