quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
sábado, 26 de dezembro de 2009
grande filme, grande mensagem
avatar
francês avatar, descida, do sânscrito avatara, descida do céu para a terra de seres supraterrestres
s. m.
1. Rel. Na teogonia bramânica, cada uma das encarnações de um deus, especialmente de Vixnu, segunda pessoa da trindade bramânica.
2. Fig. Transformação que ocorre em algo ou alguém. = metamorfose, mutação
porque é que nós temos que conquistar sem respeitar? porque é que nós perdemos, cada vez mais, a nossa ligação à energia da natureza?
acredito que grande parte da satisfação de surfar, para não dizer toda, vem da resposta negativa a estas duas questões. quando surfamos, conecta-mo-nos à terra e à sua energia numa das formas mais puras, conquistando as ondas com grande respeito pelo mar. é por isso que a satisfação que tiramos de surfar não a conseguimos explicar. pois é algo tão orgânico e intríseco ao nosso ser que é impossível descrever. não somos deuses (longe disso) o nossa deusa é a mãe natureza e quando surfamos é como a estivessemos a abraçar e ela nos retribuisse com o seu carinho.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
é preciso gostar muito!
está um frio do caraças, para aí 9º ou 10º, está vento, o mar está um pouco partido, estão 10 gajos na água e mais alguns a prepararem-se para lá entrar e só um pico. a água está gelada, daquela que até faz doer a cabeça, o fato já tem 2 anos e tal (falta um mês para os três).
este foi o cenário no qual decorreu a peça onde fui actor e...é verdade...surfei. Ah! quase me esquecia de uma coisa, foi em matosinhos, que, quem me conhece sabe, não curto nada lá surfar. Mas surfei. já não surfava para aí há 3 semanas e já estava a ficar doido. não é que depois daquela surfada tenha ficado muito melhor, pois estava tão gelado que não curti lá grande coisa, mas como disse ao meu amigo Paulo, pelo menos já meti as beiças na água!...é presiso gostar muito!
ps- já encomendei o fato novo!!
este foi o cenário no qual decorreu a peça onde fui actor e...é verdade...surfei. Ah! quase me esquecia de uma coisa, foi em matosinhos, que, quem me conhece sabe, não curto nada lá surfar. Mas surfei. já não surfava para aí há 3 semanas e já estava a ficar doido. não é que depois daquela surfada tenha ficado muito melhor, pois estava tão gelado que não curti lá grande coisa, mas como disse ao meu amigo Paulo, pelo menos já meti as beiças na água!...é presiso gostar muito!
ps- já encomendei o fato novo!!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
eles são mesmo bons

estive no campeonato em peniche. nunca tinha visto um deste nível in loco e...eles são mesmo bons! foi uma experiência que não vou esquecer e não apanhei o dia de melhores ondas (terça-feira). a qualidade do surf apresentado foi incrivel e aquilo que até agora só tinha visto em video vi ao vivo...e é verdade, aquilo não é montagem...os gajos fazem mesmo aquelas manobras. o ambiente estava fantástico, praia cheia de gente com boa onda e nas surfadas que fiz, o crowd (era muito) estava com uma energia muito positiva no surf e na atitude. só lá estive dois dias mas valeram muito. a ver também se aprende. ouvi dizer que há a possibilidade de o campeonato da ASP ser remodelado para o ano e portugal ganhar uma etapa, que seria em peniche. a ser verdade é muuuuuuito bom pois...eles são mesmo bons.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
O Homem e o Mar
Homem livre, o oceano é um espelho fulgente
Que tu sempre hás-de amar. No seu dorso agitado,
Como em puro cristal, contemplas, retratado,
Teu íntimo sentir, teu coração ardente.
Gostas de te banhar na tua própria imagem.
Dás-lhe beijo até, e, às vezes, teus gemidos
Nem sentes, ao escutar os gritos doloridos,
As queixas que ele diz em mística linguagem.
Vós sois, ambos os dois, discretos tenebrosos;
Homem, ninguém sondou teus negros paroxismos,
Ó mar, ninguém conhece os teus fundos abismos;
Os segredos guardais, avaros, receosos!
E há séculos mil, séc'ulos inumeráveis,
Que os dois vos combateis n'uma luta selvagem,
De tal modo gostais n'uma luta selvagem,
Eternos lutador's ó irmãos implacáveis!
Charles Baudelaire, in "As Flores do Mal"
Que tu sempre hás-de amar. No seu dorso agitado,
Como em puro cristal, contemplas, retratado,
Teu íntimo sentir, teu coração ardente.
Gostas de te banhar na tua própria imagem.
Dás-lhe beijo até, e, às vezes, teus gemidos
Nem sentes, ao escutar os gritos doloridos,
As queixas que ele diz em mística linguagem.
Vós sois, ambos os dois, discretos tenebrosos;
Homem, ninguém sondou teus negros paroxismos,
Ó mar, ninguém conhece os teus fundos abismos;
Os segredos guardais, avaros, receosos!
E há séculos mil, séc'ulos inumeráveis,
Que os dois vos combateis n'uma luta selvagem,
De tal modo gostais n'uma luta selvagem,
Eternos lutador's ó irmãos implacáveis!
Charles Baudelaire, in "As Flores do Mal"
segunda-feira, 6 de julho de 2009
a marca da felicidade
diferença de cor, delimitada por uma linha, mais ou menos definida e situada mais ou menos a meio do pescoço, entre a cabeça e o resto do corpo de um surfista.
foi um dia de inicio de verão, estávamos a sair da água após uma surfada. enquanto conversávamos e nos preparávamos para ir embora, reparei que um dos nossos, o jonny, tinha já uma diferença de cor acentuada entre a sua cabeça e o tronco. quando fiz esse comentário, outro dos nossos, o boneca, proferiu uma frase daquelas que dizem tudo... "é a marca da felicidade". realmente não há nada que a defina melhor. somos felizes quando surfamos e é por isso que o fazemos. não por moda, não por acharmos que é cool, não por...só mesmo porque nos sentimos felizes. quando estamos na água, com ondas e com amigos estamos felizes e quanto mais tempo passamos nessa felicidade mais gravada fica a marca na nossa pele.
foi um dia de inicio de verão, estávamos a sair da água após uma surfada. enquanto conversávamos e nos preparávamos para ir embora, reparei que um dos nossos, o jonny, tinha já uma diferença de cor acentuada entre a sua cabeça e o tronco. quando fiz esse comentário, outro dos nossos, o boneca, proferiu uma frase daquelas que dizem tudo... "é a marca da felicidade". realmente não há nada que a defina melhor. somos felizes quando surfamos e é por isso que o fazemos. não por moda, não por acharmos que é cool, não por...só mesmo porque nos sentimos felizes. quando estamos na água, com ondas e com amigos estamos felizes e quanto mais tempo passamos nessa felicidade mais gravada fica a marca na nossa pele.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Oceano Nox
Junto do mar, que erguia gravemente
A trágica voz rouca, enquanto o vento
Passava como o voo dum pensamento
Que busca e hesita, inquieto e intermitente,
Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado e nevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das coisas, vagamente...
Que inquieto desejo vos tortura,
Seres elementares, força obscura?
Em volta de que ideia gravitais?
Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais...
(Antero de Quental)
A trágica voz rouca, enquanto o vento
Passava como o voo dum pensamento
Que busca e hesita, inquieto e intermitente,
Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado e nevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das coisas, vagamente...
Que inquieto desejo vos tortura,
Seres elementares, força obscura?
Em volta de que ideia gravitais?
Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais...
(Antero de Quental)
Uma após uma as ondas apressadas
Uma após uma as ondas apressadas
Enrolam o seu verde movimento
E chiam a alva 'spuma
No moreno das praias.
Uma após uma as nuvens vagarosas
Rasgam o seu redondo movimento
E o sol aquece o 'spaço
Do ar entre as nuvens 'scassas.
Indiferente a mim e eu a ela,
A natureza deste dia calmo
Furta pouco ao meu senso
De se esvair o tempo.
Só uma vaga pena inconsequente
Pára um momento à porta da minha alma
E após fitar-me um pouco
Passa, a sorrir de nada.
(Ricardo Reis)
Enrolam o seu verde movimento
E chiam a alva 'spuma
No moreno das praias.
Uma após uma as nuvens vagarosas
Rasgam o seu redondo movimento
E o sol aquece o 'spaço
Do ar entre as nuvens 'scassas.
Indiferente a mim e eu a ela,
A natureza deste dia calmo
Furta pouco ao meu senso
De se esvair o tempo.
Só uma vaga pena inconsequente
Pára um momento à porta da minha alma
E após fitar-me um pouco
Passa, a sorrir de nada.
(Ricardo Reis)
terça-feira, 12 de maio de 2009
sábado, 21 de março de 2009
bai bir ela!

onda, eterna paixão.
ainda que não seja por isso que surfamos, existem curiosidades curiosas (...foi de propósito) relativamente a este fenómeno natural.
segundo os matemáticos, a sua velocidade é proporcional à raiz quadrada do seu comprimento de onda. e para que se saiba, a velocidade máxima registada até hoje é de 144Km/h.
as vagas do Atlântico estão a crescer...a média dos anos 90 ultrapassa em 50% a da década de 60.
a espuma por elas criadas quando quebram ou embatem contra algum obstáculo é composta de ar e h2o...milhões de pequenas bolhas de ar rodeadas por uma fina película de h2o que têm de diâmetro 1 milímetro.
a perturbação causada por uma onda de 5m de altura e 100 de largura pode ser registada a 50m de profundidade.
a energia acumulada numa onda de 7,5m de altura e 150m de comprimento, que avança a 50km/h equivale a 150cv/m.
nas costas taitianas não há marés - pontos anfidrómicos - nível do mar constante
são viajantes incansáveis...já foram seguidas vagas que se deslocaram desde a antártida até ao alasca.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
estou-me a passar
farto de chuva. farto de mau tempo. farto de não surfar. estou-me a passar. quero ir surfar. o tempo e a chuva incomodam mas não tanto como não surfar. estou-me a passar. quero estar com o pessoal na h2o. quero sentir o sal na pele depois de uma surfada. também gostava de sentir o sol. mas se for o sal já fico contente. ando enervado. irritadiço. estou-me a passar. até tenho feito desporto. mas não o desporto. o verdadeiro. aquele que me deixa fantasticamente calmo. "desernevado"."desirritadiço". estou-me a passar e acho mesmo que é de não surfar (rimou!).
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